Após meses do início da pandemia e da busca incessante pela vacina por parte da indústria e dos centros de pesquisa em diferentes partes do mundo, estamos nos aproximando no Brasil de um novo cenário. Com a espera da vacinação no Brasil, os olhares passam a se concentrar em outro dilema: os planos de vacinação e, consequentemente, de distribuição dela em um país tropical com dimensões continentais, com estações climáticas pouco definidas e estrutura logística passível de rompimento dos elos desta cadeia.

Com isso, além de garantir a compra de doses, o ano de 2021 carregará consigo um novo e grande desafio às esferas governamentais e para o mercado privado: estabelecer uma cadeia logística ágil, eficiente e que mantenha todas as características bioquímicas dos imunizantes, através da conservação da temperatura ideal e respeitando o tempo de transporte, com o objetivo de garantir a imunização da população e não apenas a vacinação.

A novidade para a grande maioria, é que este desafio é permanente e constante a cada entrega de medicamento que requeira tempo e temperatura controlados durante a cadeia de distribuição. Em cada nó logístico (portos, aeroportos, rodovias, operadores logísticos, distribuidores, clínicas, hospitais e postos de saúde), há um novo cenário que deve sofrer implementações do ponto de vista das Boas Práticas de Distribuição e Armazenagem, de acordo com os requisitos estabelecidos nas regulamentações da ANVISA.

Ambientes e equipamentos como câmaras frias, refrigeradores, congeladores, caminhões com sistema de refrigeração devem ser qualificados termicamente antes do uso para garantir a uniformidade e homogeneidade da distribuição de calor em seu interior. Este estudo também deve ser aplicado em caixas térmicas que contenham gelos para o transporte dos produtos. Imprescindível e obrigatório para garantir a qualidade dos medicamentos e vacinas durante transporte e armazenagem.

Assim como há procedimentos específicos para a verificação da temperatura das vacinas quando ocorre o recebimento em cada um dos elos da cadeia. Uma caixa térmica que não contenha o monitor de temperatura, uma espécie de testemunha eletrônica, que aponta se a vacina ficou durante todo o tempo dentro da faixa necessária, pode ser aplicada sem a devida eficácia ou até mesmo devolvida em função de erros de leitura, causando problemas maiores e mais sérios à sociedade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, “50% das vacinas em todo o mundo chegam sem condições de uso aos pacientes”. O que demonstra quão crônico é o problema de entrega de medicamentos deste tipo em todo o mundo e quantos cuidados e processos são necessários para que esta estimativa diminua.

Para se ter ideia, um estudo de qualificação de uma caixa de isopor com gelo para manter as vacinas de 2 a 8°C, leva em média 18 meses para garantir que todas as exigências técnicas necessárias foram cumpridas adequadamente.

Acordos de qualidade com prestadores de serviços de transporte e armazenagem também são fundamentais para evitar que estas caixas fiquem expostas por longos períodos em situações adversas, como por exemplo, paradas na pista do aeroporto embaixo do sol enquanto aguardam sua movimentação para local apropriado.

Todo medicamento é sensível a temperatura. O que muda é que alguns são mais sensíveis que outros, a exemplo da vacina contra COVID-19 que deve ser mantida a -70°C. Aquele simples analgésico que deixamos no carro, pode estar comprometido em função do aumento da temperatura, que pode chegar a 70°C positivos. Com isso, a responsabilidade de garantir que os produtos vão agir como devem em nosso organismo é todos e a tomada de consciência pela população em geral sobre estes pontos pode evitar que nossos bebês levem a picadinha que não os imuniza de fato.

O comprometimento e responsabilidade para imunização dos brasileiros vai muito além da chegada da tão aguardada vacina!

Apesar de o Brasil ter vasto conhecimento acumulado a respeito de transporte da cadeia fria, sabemos que a vacina para COVID-19 foi desenvolvida em tempo recorde e agora precisamos garantir que todos os elos da cadeia de distribuição cumpram com os requisitos das Boas Práticas de Transporte, qualificando seus sistemas até a administração no paciente final”, comenta Liana Montemor, Diretora Técnica e de Estratégia em Cold Chain do Grupo Polar e Líder do Comitê de Logística Farmacêutica da Abralog. “A corrida pela vacina dos últimos meses foi também compartilhada por nós, da Polar, para garantir abastecimento do mercado da cadeira fria, soluções eficazes e treinamento técnico para atuantes no recebimento das vacinas em postos de saúde”, explica Liana sobre novos produtos já desenvolvidos para a nova plataforma de vacina, que exige alta refrigeração e controle extremo de temperatura.

É um cenário bastante desafiador e por isso produtos como o Ultracold, da Polar, figuram de maneira protagonista nessa equação, afinal a manutenção da temperatura das doses, do momento em que elas saem dos laboratórios até serem aplicadas é determinante para a eficácia”, completa Liana, que recentemente aplicou treinamento para técnicos da Anvisa e alguns governos estaduais, e afirma que técnicos e mercado devem focar em imunizar a população e não apenas vacinar — por isso o olhar detalhista para a manutenção de temperatura.

Especialista em soluções Cold Chain para o mercado nacional, o Grupo Polar investiu R$ 2 milhões em compra de equipamentos e matéria-prima, a fim de garantir estoque e rodar na maior capacidade a qualquer momento. Isso para que possa disponibilizar, por exemplo, gelo seco e um dos mais recentes lançamentos, o primeiro elemento térmico nacional (não-gelo) desenvolvido para assegurar a manutenção térmica de itens que precisam de temperaturas negativas, o Super Cold®, um Phase Change Material (PCM).

Tecnologia e sustentabilidade em foco a favor da imunização
O gelo seco, tradicionalmente usado para esse tipo de transporte, pode ser nocivo para os operadores e transportes aéreos quando em grande quantidade, pois quando sublimado elimina gás asfixiante. As embalagens para transporte, especialmente no caso da vacina da COVID-19, são itens igualmente determinantes na manutenção da temperatura.

Olhando para uma ação nacional desta complexidade, também é necessário garantir o controle da temperatura e isso é realizado por meio de testemunhas eletrônicas (dataloggers) embutidas dentro das embalagens e programadas para emitir comunicação com uma central, caso a temperatura oscile mais do que deve”, comenta a especialista da Polar ao dizer ainda que a combinação de novas formulações de PCM, como o Super Cold®, alcançam temperaturas de até 80ºC negativos.

Outro ponto de atenção alertado pela equipe técnica do Grupo Polar diz respeito ao armazenamento das doses de vacina nos postos de saúde que, da mesma maneira que no transporte, é determinante que haja geladeiras qualificadas para manutenção de temperatura, bem como treinamento de pessoal para medição da temperatura.

Grupo Polar > www.grupopolar.com.br
Nosso contato: (11) 4341-8600

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