Evento debateu os desafios da logística farmacêutica em São Paulo

Mais de 300 executivos e líderes empresariais prestigiaram o “8º Fórum da Cadeia Fria”, realizado no último dia 19 de novembro no Cinesystem Morumbi Town, em São Paulo. Promovido pela Associação Nacional de Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog), o evento reuniu autoridades, integrantes do governo e principais lideranças da indústria de medicamentos e da logística farmacêutica. Durante um dia inteiro o Fórum debateu os principais desafios do setor e as soluções que podem estimular o crescimento do segmento na economia nacional.

“O evento proporcionou uma experiência rica em troca de informações e conhecimento. Os executivos puderam esclarecer dúvidas para entender melhor o novo cenário do mercado”, ressaltou Saulo de Carvalho Júnior, presidente da Anfarlog. “Também foi essencial para gerar aproximações entre os principais executivos do setor”, destacou. Segundo ele, um rico calendário com novos eventos está sendo preparado para 2020 pela Anfarlog.

Alianças e parcerias – Uma das principais conclusões do Fórum apontam para a necessidade de se construir alianças para a atuação conjunta de todos os elos da logística farmacêutica. “Cada vez mais a indústria vai precisar de parcerias com os distribuidores”, destacou Marcelo Meletti, diretor da empresa de consultoria IQVIA em sua apresentação.

Meletti avalia que um dos desafios a serem solucionados nos próximos anos é como a logística deve atuar de forma estratégica para que os medicamentos cheguem de maneira segura aos pacientes. Ele mencionou um estudo da IQVIA que mostra que 20% dos medicamentos de alto custo atualmente tem problemas de armazenamento em hospitais brasileiros, o que pode representar uma oportunidade para a logística.

Crescimento do mercado – Para a empresa Asia Shipping o evento foi significativo, especialmente para tirar dúvidas com importantes representantes do setor sobre como é possível estabelecer uma cadeia fria segura no modal marítimo. “Foi importante entender como os órgãos anuentes irão fiscalizar o cumprimento da nova RDC 304/2019 e atestar que a AS está alinhada com a expectativa da indústria, sendo novamente pioneira no mercado farmacêutico como em todos segmentos em que atua”, destaca Campos, especialista em logística farmacêutica nacional e internacional da empresa.

Rodrigo Rocha, gerente comercial da Wilson Sons Logística, aproveitou para apresentar a empresa que atua há 180 anos. Recentemente, a Estação Aduaneira de Interior (EADI)  em Santo André, na Grande São Paulo, ganhou uma nova câmara fria, com área de 1.646 m² e 14.662 m³ totais. O equipamento eleva a capacidade de atendimento a 1.800 posições paletes, o que representa um crescimento de quase 200% da capacidade de armazenamento. Nesse primeiro semestre, o crescimento desses segmentos foi superior a 10% em relação ao mesmo período de 2018.

Lucy Maia, gerente da DMS Logística, destacou os esforços das empresas do setor para se minimizar os riscos. Ela ressaltou a importância de se qualificar o fornecedor logístico e integrá-lo à empresa. Análise de risco nas operações, dos produtos, questões referentes à legislação, custos e tempo de transporte também foram ressaltadas por Felipe Zerillo, coordenador de qualidade e Fabricio Vilhena,  responsável por qualidade do laboratório Elli Lily.

Debates produtivos – Com moderação de Richard Moralez, professor da Fundação Oswaldo Cruz e executivo da indústria farmacêutica, o painel Conexão da Industria e Conexão com Agências Reguladoras reuniu Nelson Mussolini, do Sindusfarma, José Ricardo Santana – CMED/ANVISA,  Paulo Maia – Abradimex e Vinicius Paccola, diretor da COVISA e Victor Hugo Travassos da Rosa, da Secretaria de Estado da Saúde, além de Emilio Migliano Neto, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O Impacto da RDC 304/2019 (Anvisa) na Cadeia Logística Farmacêutica foi o tema mais discutido no painel. A medida poderá trazer mudanças em processos e exigirá um plano especial de implantação, além de capacitação em gestão e planejamento. Apesar de destacar que a medida pode ser positiva, os participantes ressaltaram as dificuldades para sua implementação e as inúmeras dúvidas resultantes de sua criação.

Planos para 2020 –  “O momento é de transição, por isso é fundamental entendermos o novo cenário”,  afirmou Saulo de Carvalho Júnior, presidente da Anfarlog. Segundo ele, as empresas do setor terão árduo trabalho pela frente. Primeiramente para interpretar corretamente o que a nova norma pede, gerir essas informações e implantar as determinações.

Para isso, a Anfarlog prepara uma série de eventos, cursos e seminários para 2020 visando aproximar o segmento de logística farmacêutica e apoiar com ideias e soluções. “Estamos preparados para realizar todos os esforços e ajudar o segmento a enfrentar os novos tempos. Somos parceiros e queremos colaborar”, destacou Carvalho Júnior.

O evento foi organizado pela empresa especializada Conceito Brazil, parceira da Anfarlog.

Fontes:Blog e Revista ANFARLOG

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